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Resumo

A crescente frequência e intensidade dos desastres naturais no Brasil tem escancarado a fragilidade das respostas habitacionais emergenciais. Enchentes, deslizamentos e outras calamidades frequentemente resultam no deslocamento de milhares de pessoas, revelando a ausência de soluções ágeis, seguras e dignas para o acolhimento temporário dessas populações. Em muitos casos, os abrigos improvisados não oferecem condições mínimas de conforto, privacidade ou proteção, agravando ainda mais a situação de vulnerabilidade das vítimas. Além da carência de soluções arquitetônicas eficientes, a falta de políticas públicas voltadas especificamente à habitação emergencial revela uma lacuna significativa entre o planejamento urbano e as ações de resposta rápida. Muitas das estratégias atualmente adotadas desconsideram aspectos essenciais como modularidade, flexibilidade e reutilização das estruturas, resultando em construções provisórias de baixa qualidade e alto impacto ambiental. Diante disso, torna-se fundamental repensar os alojamentos temporários não apenas como respostas emergenciais, mas como estruturas multifuncionais, capazes de se adaptar a diferentes usos ao longo do tempo. Essa abordagem amplia as possibilidades de aplicação, promove maior sustentabilidade e contribui para uma arquitetura mais alinhada às demandas sociais contemporâneas.

Resumo

Instituição

Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e das Missões

Departamento

Ciências Sociais Aplicadas

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Área CNPq