Ciências da Saúde
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- Características de nascimentos em um hospital referência no atendimento de gestantes pelo sistema único de saúde, no período de agosto à novembro de 2021(2021) Conci, Leticia; Manfredini, Cibele SandriA evolução da gestação é um processo fisiológico que deve ser visto pelas gestantes e pelas equipes de saúde como parte de uma experiência de vida saudável, onde ocorrem mudanças no corpo da mulher, fisicamente, socialmente e emocionalmente. O final esperado da gestação é o nascimento de um recém-nascido (RN) sadio e sem trauma para a mãe e concepto. Todavia em alguns casos isso não é possível devido a complicações durante o processo do nascimento (BRASIL, 2006). A realização do pré-natal desde o início da gestação até o nascimento é importante, visto que o acompanhamento é essencial para a prevenção e/ou detecção de comorbidades da gestante e do concepto, podendo assim, tornar a gestação o mais saudável possível. Na vivência acadêmica em um hospital de referência, para atendimento a gestantes pelo Sistema Único de Saúde (SUS), foi possível observar que os nascimentos que ali ocorrem são diversificados, ou seja, tem diferentes via de parto, idades gestacionais, idades das gestantes, realização do pré-natal e condições de saúde do recém-nascido. Entendendo que essas e outras variáveis podem influenciar no bem-estar da mulher e da criança surgiu o seguinte questionamento: Qual é o perfil dos nascimentos em um hospital de referência, para atendimento a gestantes pelo Sistema Único de Saúde (SUS)? Desta forma estabeleceu-se como objetivo geral deste estudo conhecer as características maternas e dos recém-nascidos em um hospital de referência, para atendimento a gestantes, pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Foi realizada numa maternidade de um Hospital no Norte do Rio Grande do Sul. Este hospital é referência regional para atendimento obstétrico de risco habitual e alto risco. A coleta de dados aconteceu no período de 16 de outubro a 16 de novembro. Participaram do estudo, dez binômios mãe/filho, pós-parto e nascimento, que estavam internados na maternidade da instituição hospitalar definida para o estudo, nos meses de outubro e novembro do ano de 2021. A mãe aceitou a participar voluntariamente do estudo e assinou o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE), permitindo o acesso a seu prontuário e de seu filho recém-nascido. A partir do estudo, foi possível verificar que, as puérperas que realizaram o pré-natal adequadamente possuíram uma gestação mais tranquila e um nascimento saudável, já as que por alguma razão, não realizaram o acompanhamento adequado, vieram a ter intercorrências durante a gestação e o nascimento, podendo destacar dentre estas, o nascimento prematuro.
- O comportamento do recém-nascido internado na UTI neonatal quando exposto aos sons intrauterinos(2019) Cachambu, Paula Gracieli; Manfredini, Cibele SandriO útero materno permite ao feto repouso e sono profundo, sendo que ainda dentro do útero, o feto já tem algumas experiências, as quais permitem que tenham lembranças da vida uterina após o nascimento. Objetivo de conhecer o comportamento do recém-nascido, internado UTIN, quando exposto ao som uterino. Trata-se de um estudo quase-experimental, com 7 RNs de 29 a 38 semanas, internados na UTIN, de setembro a outubro de 2019. Os participantes foram expostos ao som uterino. Foi verificado Frequência Respiratória, Frequência Cardíaca, Saturação de Oxigênio, aplicado escala da dor no recém-nascido e no lactente (NIPS) e avaliação dos estados de sono e vigília adaptada de Brazelton, antes e após a exposição do som uterino. Resultados: Identificou-se que após a exposição ao som uterino os RN apresentaram redução da FR e FC. A escala da dor apresentou significância estatística de p<0,05 após a exposição ao som, e a e avaliação dos estados de sono e vigília apresentou significância estatística de p<0,01 a p<0,05 após a exposição do som uterino. Conclusão: Com este estudo foi possível identificar que a aplicação do som uterino serve como técnica para auxiliar na redução da dor do RN e deixá-lo mais calmo e tranquilo.
- Condicionantes e determinantes sociais de saúde de gestantes com doenças hipertensivas gestacionais, internadas em uma maternidade no sistema único de saúde(2019) Dogenski, Chanaiara; Manfredini, Cibele SandriAs Doenças Hipertensivas Específicas da Gestação estão entre as principais causas de morbimortalidade materna e perinatais no Brasil e no mundo. O objetivo deste trabalho é conhecer os condicionantes e determinantes sociais de saúde de gestantes com Doenças Hipertensivas Gestacionais. Esta pesquisa é descritiva de caráter quantitativo. Participaram 05 gestantes com mais de 20 semanas de gestação, internadas em uma maternidade do SUS há pelo menos 24hs, para investigação, com diagnóstico confirmado ou em tratamento de alguma das Doenças Hipertensivas Específicas da Gestação. A coleta de dados foi realizada após a aprovação do Comitê de Ética, CAAE: 17476619.0.0000.5351 e formalmente autorizada pelos responsáveis da instituição hospitalar. Após o aceite das participantes e a entrega e assinatura do Termo de Consentimento Livre Esclarecido, foi realizada a coleta de dados por meio do preenchimento de um formulário. Com esta pesquisa, pode-se concluir que o surgimento das Doenças Hipertensivas Específicas da Gestação pode sofrer influência da idade, da obesidade e do sedentarismo. Percebe-se assim a necessidade de ações educativas voltadas às gestantes, com foco no controle do peso, alimentação saudável e atividades físicas, assim como orientações sobre os riscos a que estão expostas na decorrência de alguma Doenças Hipertensivas Específicas da Gestação.
- Fortalezas e fragilidades no processo de aleitamento materno: uma revisão integrativa de literatura(2024) Santos, Andréia Neves dos; Buss, Eliana; Manfredini, Cibele SandriIntrodução: Para todas as fases da vida a amamentação é primordial, além de alimentar, é por essa fonte que as crianças obtêm energia no primeiro contato com a vida. Amamentar é um processo de interação dinâmica entre mãe e filho, no qual o ambiente, as relações entre a mulher e a criança, cônjuge, família, sociedade interferem de modo a contribuir ou não para o alcance dos benefícios do leite materno. As evidências científicas comprovam a superioridade da amamentação como a melhor alimentação para as crianças até os seis meses. Acredita-se que conhecer as necessidades de saúde, fragilidade e fortalezas da mulher primípara podem auxiliar no fortalecimento e continuidade do aleitamento materno exclusivo aproximando a enfermeira e a equipe de saúde para o bom desenvolvimento da criança. Objetivo geral: Conhecer as fortalezas e fragilidades que influenciaram no processo do aleitamento materno em estudos publicados nos últimos cinco anos. Objetivos específicos: Identificar as características sociodemográficas das mulheres participantes dos estudos; Descrever as características da gestação e parto das mulheres participantes dos estudos; Descrever os instrumentos e métodos para coleta de dados dos estudos; Relatar as necessidades de saúde das puérperas para o sucesso do aleitamento materno. Metodologia: Foi uma revisão integrativa de literatura realizada nas bases de dados Biblioteca Virtual de Saúde e na PUBMED no período de agosto a outubro de 2024. Utilizou-se a estratégia PICo P: Puerpério e Recém-nascido, I: Aleitamento materno e como estratégia de busca “Período Pós-Parto” OR “Puérperas” AND “Aleitamento Materno”, na Biblioteca Virtual de Saúde e na PUBMED Postpartum Period AND Breast Feeding. Resultados: Identificou-se 11 estudos, dentre eles oito publicados no Brasil e três em outros países. Em relação aos objetivos os artigos que buscaram analisar a autoeficácia da amamentação, os fatores condicionantes ao aleitamento materno, compreender a vivência da mulher quanto à continuidade da assistência puerperal, bem como conhecer as vivências acerca do processo de amamentação das mulheres primíparas. Pode-se observar que as mulheres participantes das pesquisas tinham maior escolaridade, algumas até ensino superior. Evidenciou-se ainda que os estudos em sua maioria utilizaram a metodologia quantitativa por meio de escalas, instrumentos elaborados pelos próprios pesquisadores e entrevistas semiestruturadas em visitas domiciliares. Considerações finais: Acredita-se que cada vez mais seja importante conhecer as necessidades das puérperas para o sucesso do aleitamento materno, mas também é importante que os profissionais de saúde reconheçam as ações de cuidado realizadas pelas puérperas e sua rede de apoio, encorajando a continuidade da amamentação. O trabalho da enfermagem é crucial para a efetividade do AME, as consultas de enfermagem e as visitas ao domicílio podem contribuir para a continuidade do aleitamento.
- Perfil da pressão arterial sistêmica durante o pré-natal, em gestantes atendidas em um hospital de referência do Sistema Único de Saúde - SUS e a participação do enfermeiro na realização das consultas de pré-natal(2024) Martinazzo, Marcos Antônio; Manfredini, Cibele SandriO objetivo deste foi conhecer o perfil de gestantes e a participação do enfermeiro durante o pré-natal, com enfoque a pressão arterial. Este é um segmento do projeto matricial já aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa, sob o parecer nº 5.285.101, da Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e das Missões, que avaliou as condições de saúde materna-infantil, no pré-natal e nascimento. A coleta de dados ocorreu no período de janeiro a dezembro de 2023, por meio da avaliação dos prontuários eletrônico e físico da puérpera e do recém-nascido, assim como da Carteira da Gestante e a Caderneta da Criança. Foram 586 binômios mãe/bebê participantes, sendo que, neste estudo foram utilizados os dados sobre a caracterização das participantes durante o período gestacional. Realizaram 7 ou mais consultas 80,82% das mulheres, sendo que 33,08% foram realizadas por médicos e enfermeiros. Constatou-se que 9,32% apresentavam alteração na pressão arterial no início da gestação e que ao final do pré-natal eram 17,17% com a pressão alterada. Houve aumento de 7,85% de alteração na pressão arterial. A mesma teve um comportamento variado e o pré-natal, realizado de forma compartilhada entre enfermeiro e médico pode se tratar de uma estratégia para qualificar o pré-natal.
- Perfil de gestantes atendidas em um hospital de referência no Sistema Único de Saúde (SUS), em relação a realização dos exames referenciados pelo Ministério da Saúde, durante o pré-natal(2024) Sberse, Maiquele Cíntia; Manfredini, Cibele SandriO objetivo desta pesquisa foi conhecer o perfil das gestantes atendidas em um hospital de referência no Sistema Único de Saúde, em relação a realização dos exames referenciados pelo Ministério da Saúde, durante o pré-natal. Este é um recorte da pesquisa matricial que foi aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e das Missões, sob o parecer nº 5.285.101 que realizou avaliação de puérperas e recém-nascidos de uma maternidade. Buscaram-se os dados no prontuário eletrônico e físico da puérpera e do recém-nascido, assim como da Carteira da Gestante e a Caderneta da Criança. Participaram 586 binômios mãe/bebê, sendo avaliados neste estudo os dados sobre a caracterização geral das participantes, aspectos pontuais das consultas do pré-natal e os exames recomendados pelo Ministério da Saúde. Em relação a alguns resultados sobre os exames de pré-natal, destacam-se os testes rápidos com valores não reagentes, que equivalem a 98,29% para HIV, sífilis 79,18%, hepatite B 98,12% e hepatite C 85,32% da amostra, de modo que, sobre os valores reagentes e não registrados destes testes, são considerados expressivos para o público alvo analisado. Identificaram-se também lacunas importantes no contexto geral do pré-natal, como a falta de realização de exames, bem como o não registro das informações nos documentos oficiais como a Carteira de Gestante. Através disso, percebe-se a relevância da progressão de trabalhos científicos sobre este tema, com a finalidade de proporcionar avanços na qualidade dos cuidados, desde a descoberta da gravidez até o nascimento.
- Prevenção da gravidez na adolescência: uma questão dos setores saúde e educação(2019) Karpinski, Jaqueline; Manfredini, Cibele SandriObjetivo: Conhecer a atuação do setor da educação e do setor da saúde em relação à prevenção da gravidez na adolescência no munícipio de Erechim. Metodologia: pesquisa de abordagem qualitativa, descritiva e exploratória. A pesquisa foi realizada no setor da saúde e no setor da educação no município de Erechim, que atuam diretamente com o Programa Saúde na Escola, participaram da pesquisa enfermeiras da Secretaria Municipal de Saúde, professoras da Secretaria Municipal de Educação. Foi desenvolvida nos meses de setembro e outubro de 2019 através de uma entrevista. Resultados: foram entrevistadas seis enfermeiras e sete professoras, que atuam desenvolvendo ações de prevenção da gravidez na adolescência, onde observou-se as dificuldades de criação de vínculo com esses jovens, pois não buscam pelo serviço. Considerações finais: Por meio do relato dos profissionais percebeu-se que as ações realizadas são necessárias, contudo fatores culturais, histórico familiar, baixa procura pelos serviços de saúde interferem diretamente no desenvolvimento dessas ações, por isso é necessário se pensar em novas abordagens sobre o assunto como, por exemplo, questionar o adolescente sobre suas dúvidas e assuntos que tem curiosidade em saber, já que o índice de gestação na adolescência percebido pelos profissionais no município ainda é elevado.
- Utilização do brinquedo terapêutico por enfermeiros com crianças hospitalizas: uma revisão integrativa(2021) Morais, Letícia Assoni de; Manfredini, Cibele SandriO brinquedo terapêutico é uma estratégia utilizada pelo enfermeiro, para auxiliar na comunicação e assistência à criança no momento da internação hospitalar, gerando confiança e promovendo um vínculo entre ela e o enfermeiro. A hospitalização causa medo na criança, pois ela esta sujeita a procedimentos dolorosos. Essa estratégia tem um alto valor terapêutico, trazendo diversos benefícios para a criança e contribuindo para sua melhora física e emocional diante de sua internação. A Resolução COFEN nº 546/2017, regulamenta a utilização do Brinquedo/BT pela equipe de enfermagem, na assistência à criança e família hospitalizada. Porém percebe-se que os profissionais têm dificuldades na utilização dessa técnica. Para tanto, surge a seguinte questão de revisão: Quais as evidências cientificas sobre a prática dos enfermeiros na utilização do brinquedo terapêutico com crianças hospitalizadas? Objetivo: Conhecer as evidências científicas existentes sobre as práticas dos enfermeiros na utilização do brinquedo terapêutico com crianças hospitalizadas. Metodologia: Trata-se de uma revisão integrativa da literatura na área da saúde. Os preceitos metodológicos foram baseados em Mendes, Silveira e Galvão (2008). A seleção dos estudos foi realizada por dois revisores que buscaram e selecionaram separadamente e posteriormente compararam as duas seleções para definição dos estudos que fazem parte da revisão. Definidos os artigos realizou-se a extração das informações pertinentes ao objetivo, estruturação de tabelas e fluxogramas, avaliação das informações e agrupamento conforme o conteúdo, discussão com a literatura existente, identificação das limitações e recomendações para a prática. Resultados: A análise dos estudos permitiu a elaboração de quatro áreas temáticas: “Benefícios do Brinquedo Terapêutico”; “Dificuldade do Enfermeiro em Aplicar a Técnica do Brinquedo Terapêutico”; “Importância do BT no Cuidado a Criança” e “Brinquedo terapêutico na graduação em enfermagem” Conclusão: o Brinquedo Terapêutico traz vários benefícios tanto para a criança como para a equipe de saúde, contudo existem dificuldades para a aplicação dessa técnica que poderiam ser aprimoradas durante a graduação enfermagem.